Ao Servo dos Servos de Deus
(Texto para teste do blog)
Na última semana os cardeais da igreja católica apostólica romana reuniram-se para a escolha do novo romano pontífice, depois de duas semana de sé vacante e luto pelo papa Francisco. Não irei me extender a cerca dos ritos da santa madre igreja, tampouco tecerei quaisquer juízos de valor sobre Francisco I ou Leão XIV, quero apenas colocar em palavras minha indignação com os eventos que ocorreram desde o dia 21 de abril.
No feriado de Tiradentes, segunda-feira da oitava da pascoa, fui surpreendido com a noticia do falecimento do santo padre, enquanto eu, e todos os católicos, estávamos enlutados começou um borborinho por parte da mídia que já tentava traçar os passos do próximo conclave e de grupos heterodoxos de cristãos que palpitavam a cerca da igreja. Nenhum desses tinham compreensão alguma daquilo que falavam, mesmo aqueles que acompanhavam de perto o dia-a-dia do vaticano, alguns moram lá inclusive, em plena festa da pascoa (que é maior que o luto do papa) a igreja foi assediada pelos mais diversos grupos.
Se nossa pascoa foi maculada por pessoas que não respeitam o tempo da roma eterna, o período de luto e oração pelo falecido sucessor de Pedro foi marcado por cardeais sendo abordados nas ruas, uma agitação constante como se o conclave fosse um evento politico, como se aqueles homens de vermelho fossem escolher simplesmente um cesar politico. A modernidade faz os homens não compreenderam a gravidade de uma aristocracia escolhendo um rei e o materialismo faz com que não entendam que o governo da igreja é muito mais espiritual do que temporal. Sejamos honestos, se o cargo de papa fosse reduzido ao governo do vaticano não teríamos mais do que um sindico de condomínio. De fato a igreja é muito influente, o papa ainda é visto como um dos maiores lideres do ocidente, mas o olhar modernista sobre o bispo de roma cria uma quimera muito esquisita, não trata-se de uma eleição democrática, é, como eu já disse, uma aristocracia, um grupo de nobres escolhendo o novo rei, algo que a modernidade é incapaz de compreender, e muito mais do que isso o vigário de Cristo possui o poder temporal sobre a instituição igreja (e os estados pontifícios) e o poder espiritual, o tesouro da fé e as realidades padecentes, militantes e triunfantes do corpo mistico do cristo. Ou comessem a tratar o "homem de branco" com toda a pompa que ele merece ou reduzam ele ao presidente de bairro que ele é, esse olhar anacrônico é incapaz de compreender a realidade da roma eterna e incompatível com materialismo atual.
Se não bastassem as intempéries já descritas, durante o conclave tivemos as famigeradas listas de favoritos, tentando avaliar os cardeais segundo suas obras e influencias, alguns ate disseram que o Trump poderia intervir na eleição do papa, bom eu não sabia que presidente dos EUA era o novo imperador Romano Germânico, e aliais já não a muito foi revogada a clausula que o imperador da cristandade tinha direito de veto do conclave? Se você ainda não entendeu o porque esse tipo de analise é burra, leia o paragrafo anterior.
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