Esquecido na manjedoura
É tempo do Natal, o pequeno menino Deus está na manjedoura com toda a sua ternura. O Amor veio ao mundo, mas o mundo não o reconheceu e continua não o reconhecendo.
Num tempo em que a alegria deveria ser por causa do nascimento do nosso Salvador, a maioria das pessoas - inclusive muitos católicos - se alegra mais pelo presente recebido, pela ceia de Natal que deve sair 100% como planejado ou pelas vantagens que vamos contar durante as conversas à mesa só para se mostrar melhor que aquele tio sem religião.
Se fala sobre a tal magia do Natal, o tal espírito natalino, a tal paz que tanto desejam; mas um comentário político ou uma opinião controversa já é capaz de azedar a ceia e fazer com que os familiares fiquem anos sem se falarem.
Assim como foi ao longo do ano, no Natal não poderia ser diferente: tudo acaba sendo sobre nós, sobre a nossa vontade, sobre o nosso orgulho, sobre falsas promessas que sabemos que não vamos cumprir, mas que estão sendo feitas só pela aparência, só pelo status, só porque sim.
A verdade é que, se você não tratou de se converter ao longo do ano, de buscar essa paz que tanto deseja, distribuir esse amor de que tanto fala nas mensagens natalinas enviadas aos seus contatos; não é agora, do dia para a noite, que você vai mudar.
Quero dizer, acreditamos que o menino Deus pode operar um milagre e você simplesmente acordar sendo uma pessoa completamente diferente, mas um coração fechado e que vive de ilusões não deixa entrar nem a mosquinha que fica voando ao redor do chester da ceia.
Ó pequeno Jesus, faz-nos mansos e humildades de coração para que, não somente no período do Natal, mas ao longo de todo o ano, sejamos testemunhas da Verdade e do Amor, que é o próprio Cristo.
Que nunca seja sobre nós, mas sempre sobre Jesus.
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